domingo, 1 de junho de 2014

(Filme) The Normal Heart!

Assisti totalmente por acaso à estreia de The Normal Heart ontem e fiquei encantada com esta produção da HBO, que trata do início da epidemia de AIDS. Ambientado no começo da década de 1980, o telefilme é uma produção com ares de cinema e elenco que vai de Mark Ruffalo a Julia Roberts, passando por Jim Parsons.

Adaptado de uma peça teatral homônima, o filme conta a história de Ned Weeks, interpetrado por Mark Ruffalo e alter ego do autor, que se junta à doutora Emma, uma Julia Roberts em papel bem diferente do que está acostumada a encarar, e alguns outros amigos e conhecidos para tentar conscientizar o governo da necessidade de se investir em pesquisas para buscar tratamentos para o vírus recém descoberto. Eles criam uma Ong, mas o temperamento explosivo de Weeks traz muitos conflitos e problemas.

Acho que o que mais me impressionou no filme foi ver como o fato de ser uma doença de "gays", uma vez que começou a aparecer nos círculos homossexuais masculinos, fez com que o governo desse pouca importância ao problema, varrendo a epidemia para debaixo do tapete e condenando uma geração inteira por puro preconceito. Somente ao perceber que a doença não escolhia gênero ou orientação sexual é que se passou a dar atenção a questão. 

Também fiquei chocada em ver como a doença era devastadora antes do desenvolvimento dos coquetéis de remédios que permitem aos atuais portadores de HIV ter uma vida praticamente normal. Com magreza excessiva e manchas pelo corpo, os infectados eram facilmente identificados nas ruas e sofriam com o preconceito causado pela desinformação sobre a doença (não se sabia direito as formas de contágio, por exemplo).

As imagens da evolução da aids em alguns personagens são impactantes, mas o que mais me chocou no filme foi a inércia das autoridades diante de um problema tão sério e a dor sentida pelos amigos, familiares e companheiros dos doentes, que eram obrigados a assistir seus entes queridos morrerem sem poder fazer nada e mesmo sem saber se seriam as próximas vítimas. O que ficou do filme para mim, no entanto, foi uma mensagem de amor. De como este sentimento é mais forte que os preconceitos e as dificuldades. E também a sensação que o preconceito pode destruir muitas vidas sem pegar em uma única arma, afinal a omissão também produz efeitos devastadores. 

*The Normal Heart está sendo exibido pela HBO, mas também é possível achar na internet.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Festival Varilux de Cinema Francês!

Este ano o Festival Varilux de Cinema Francês deste ano ocorreu entre 09 e 16 de abril, em 45 cidades brasileiras! Eu gostaria de ter conseguido assistir a vários dos 16 filmes em cartaz e escrever aqui antes do evento ter acabado, mas não foi possível por conta da correria do dia a dia. No final das contas consegui assistir a quatro produções (uma a mais que ano passado) e ainda fui na festa da abertura, então o saldo foi bastante positivo! Seguem minhas impressões:

A Festa: Eu ganhei dois ingressos para a festa de abertura do evento, que aconteceu na Sociedade Hípica Brasileira, por ter minha resposta escolhida na promoção da Tucuman Distribuidora de Filmes. É claro que eu fiquei super feliz com essa oportunidade, já que adoro o Festival Varilux, e foi bem legal poder participar desse momento. E ainda ganhamos brindes da Roger&Gallet no final do evento! =)

O Festival: O evento deste ano exibiu 16 produções francesas recentes e teve Isabelle Huppert como atriz convidada, além da presença de alguns diretores como Nicole Garcia e  Jalil Lespert. O diretor homenageado, que contou com uma retrospectiva de sua carreira, foi Jean-Pierre Jeunet. Aqui no Brasil ele é mais conhecido por ter dirigido O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. Os filmes que eu consegui assistir foram: O amor é um crime perfeito, Um plano perfeito, Uma relação delicada e Yves Saint Laurent. Gostaria de ter assistido também O passado; Uma juíza sem juízo; Eu, mamãe e os meninos e Um belo Domingo, mas não foi possível. Agora é torcer para que eles entrem em cartaz ou cheguem nas locadoras (sim, eu ainda alugo filmes! rs).

Os Filmes:

O amor é um crime perfeito - A sinopse deste filme diz basicamente que o protagonista é Marc, um professor de literatura na universidade de Lausana que tem fama de colecionar aventuras amorosas com suas alunas. Alguns dias após o desaparecimento de uma delas ele encontra Anna que tenta saber mais sobre sua enteada desaparecida. A história, no entanto, é bem mais do que uma simples busca por alguém que sumiu e traz pitadas de loucura e mentiras, além de uma reviravolta surpreendente no final. Tudo isso num cenário belo e desolador, cercado de neve, curvas de uma montanha e paredes de vidro. Eu achei o filme interessante, mas o começo meio devagar. Ele ganhou ritmo mais para o meio e o final é diferente do que eu esperava e gostei disso. Os personagens não me causaram empatia, mas isso não me incomodou porque acho que essa não era mesmo a intenção de quem criou a história. A única coisa que me incomodou bastante foi a relação do protagonista com a irmã, que tinha uma coisa doentia e incestuosa, mas devo admitir que fez sentido no contexto da trama. E pelo menos ela nunca é tratada de maneira naturalizada, ficando bem claro que essa relação é disfuncional e inadequada. O filme também contém muitas cenas de nudez, o que pode suscitar incômodo em algumas pessoas, mas, de maneira geral, eu recomendaria para quem gosta de tramas de suspense.

Um plano perfeito - Comédia com Diane Kruger este filme conta a história de Isabelle, que vem de uma família na qual todos os primeiros casamentos terminam, seja por divórcio ou viuvez. Para evitar o que acredita ser uma maldição familiar esta dentista muito enrolada bola um plano para se casar com o homem que ama: encontrar um tolo, se casar com ele e se divorciar. A vítima acaba sendo Jean-Yves Berthier, redator de um guia de viagem que ela vai acompanhar do Kilimanjaro a Moscou. É um filme leve, que passeia por belos cenários e não tem pudor em criar situações de riso fácil. A protagonista é um pouco irritante e faz a gente ficar com pena de Jean-Yeves, que é bonzinho até demais com ela. Mas no final tudo acaba bem como manda a boa e velha fórmula das comédias românticas. Uma boa opção para aqueles dias em que tudo que se quer é um filme divertido para relaxar.

Uma relação delicada - Tentei assistir a este filme no Festival do Rio do ano passado, mas fiquei presa no trânsito e perdi a sessão. Quando vi que ele estaria em cartaz no Varilux achei que era uma boa oportunidade de conferir a trama que conta a história de Maud, uma cineasta que após ter uma hemorragia cerebral fica com um lado do corpo sem movimentos. Fragilizada física e emocionalmente, ela acaba uma presa fácil para o golpista Vilko. A protagonista deste filme é Isabelle Huppert e é necessário dizer que ela está ótima em cena e que o trabalho corporal que ela desenvolveu para deixar a hemiplegia de sua personagem crível foi muito bom. Achei a história relevante e bem contada, mas acho que faltou um pouco de ritmo para evitar que o filme ficasse monótono em algumas partes. A situação pela qual Maud passa pode parecer, a princípio pouco crível, afinal ela era uma mulher independente e esperta que não teria motiva cair na lábia de um vigarista, mas a verdade é que esse tipo de coisa acontece o tempo todo e mesmo com pessoas que aparentemente não seriam as típicas vítimas desse tipo de golpe. Acho que vale pela reflexão.

Yves Saint Laurent - Cinebiografia do famoso estilista Yves Saint Laurent, o filme começa em 1957 quando com apenas 21 anos ele assume o comando da grife Dior, após o falecimento de seu fundador. A trama foca na relação do estilista com Pierre Bergé e na influência que o empresário teve em sua vida. Escolhi este filme para assistir porque o universo da moda me interessa e porque já tinha assistido a um documentário sobre o leilão que Bergé organizou, após a morte de Yves Saint Laurent, para vender a coleção de obras de arte que ele juntou ao longo da vida com seu companheiro e ficado interessada na história de amor dos dois. Gostei do filme, mas principalmente da primeira parte, onde podemos acompanhar o início da trajetória de Saint Laurent. Na segunda parte, que mostra o estilista já famoso, eu achei que acabou a trama acabou caindo no cliché sexo e drogas (só faltou o rock and roll!rs). Imagino que ele tenha mesmo levado essa vida desregrada, mas do jeito que o filme mostra parece que fez só isso, sabe? Fiquei imaginando como ele conseguia tempo para desenhar as coleções e cuidar da grife se estava o tempo todo fora do ar... Acredito que o filme poderia ter sido mais interessante se mostrasse também outros aspectos da vida dele. De toda forma achei válido para conhecer um pouco mais da história deste importante estilista. E ninguém vai poder acusar de ter sido feita uma biografia chapa branca.

Infelizmente o Festival Varilux de Cinema Francês deste ano já acabou, mas vários de seus filmes estão com previsão de estreia em circuito comercial, então a boa é ficar de olho! Para quem estiver com tempo livre, ainda é possível conferir hoje e amanhã ( 19 e 20 de abril) alguns filmes da mostra no Instituto Moreira Salles, localizado na Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea. Vale a pena correr para conferir! ;)

domingo, 13 de abril de 2014

Ron Mueck no MAM!

O Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro recebe até o dia 01 de junho a exposição Ron Mueck. São nove obras do escultor australiano que retratam corpos de maneira bastante realista, seja em escala reduzida ou ampliada. As esculturas são muito interessantes e mostram, em sua maioria, pessoas comuns retratadas em um momento cotidiano. O mais impressionante é a riqueza dos detalhes. É possível ver dobras, rugas, expressões, pelos, tudo utilizado de maneira a dar a sensação de que estamos diante de pessoas de verdade e não de representações.

As obras que mais me impressionaram por sua capacidade de passar uma emoção através das expressões faciais e corporais dos personagens foram a do  casal de namorados discutindo (fiquei com raiva do cara estar segurando o braço da menina com força!), da mãe com o bebê e as sacolas de compras (que parecia tão infeliz e cansada!) e a do casal de senhores na praia (achei eles tão simpáticos!). Eu consegui me pegar pensando no que aquelas pessoas estariam sentindo naquele instante em que foram retratadas, mesmo sabendo que era apenas uma representação da imaginação do artista. A única obra que eu acho que ficou deslocada do contexto da mostra foi a galinha degolada, uma vez que todas as outras obras focavam em seres humanos. E é claro que eu fiquei com pena da pobre galinha! rs

Por conta da forte divulgação que vêm sofrendo na imprensa e por ser uma mostra com potencial de agradar a vários públicos a exposição tem recebido muitos visitantes, então para quem quiser conferir é bom se programar! Eu fui num domingo e demorei cerca de uma hora na fila para conseguir comprar os ingressos e entrar, porém ao chegar lá descobri que era possível ter comprado com antecedência pela internet! Essa informação, que infelizmente está sendo pouco divulgada, é bem útil porque comprando antes é permitido entrar direto e se ganha muito tempo. 

O MAM funciona de terça à domingo e a entrada custa 14 dinheiros a inteira e 07 a meia. Aos domingos é possível comprar o ingresso família, que dá direito a cinco entradas pelo preço de uma. Nas quartas feiras, a partir das 15 horas, a entrada é gratuita. A exposição de Ron Mueck é bem legal e vale a pena, mas também recomendo que uma vez dentro do MAM o visitante se aventure pelas demais exposições do local porque tem muita coisa boa por lá! =)

 
Ps.: As fotos desta postagem foram tiradas com meu celular. O MAM permite que se fotografe esta mostra, mas sem flash. As demais exposições não podem ser fotografadas.

domingo, 23 de março de 2014

Gramado-RS!

Neste carnaval eu e namorado resolvemos fugir da badalação carioca dos blocos de rua e ir conhecer Gramado, localizada no Rio Grande do Sul. Como é uma cidade sem tradição carnavalesca e cuja alta temporada é no inverno, os preços para este período estavam bem atrativos. Fiquei até com receio de chegar lá e estar tudo meio "morto", mas que nada! A cidade estava toda funcionando e tinha bastante gente (certamente menos que no inverno, mas o suficiente para criar filas em algumas atrações mais famosas). Seguem algumas dicas para quem também quiser conhecer esta cidade que é uma graça! =)

Quando ir?

A alta temporada é nos meses de junho e julho por conta do inverno, mas também fica bem cheio em dezembro por conta do Natal Luz e em abril em virtude da Chocofest. Imagino que nestas épocas a cidade deva ficar ainda mais encantadora, mas os preços vão para o céu. Então se quiser economizar a boa é ir fora destas datas.

Como ir?

Dá para ir de carro e de ônibus, mas é bem mais rápido pegar avião. Um voo direto RJ- PoA demora cerca de duas horas e dez minutos. De Porto Alegre para Gramado são mais umas duas horas de carro.

Onde ficar?

Desta vez nós fomos por pacote através da Clube Turismo - FMC, então o hotel não foi escolhido pela gente. Ficamos na Pousada Aconchego da Serra, que fica mais para os lados de Canela. Ela é bem perto do Museu de Cera e da fábrica de chocolates Planalto. Eu gostei bastante da pousada. Achei o quarto confortável, espaçoso, limpo e o café da manhã era variado. Os atendentes eram bastante gentis. Só não gostei da conexão com a internet não pegar direito no quarto, mas acho que isso é uma espécie de "carma" que eu tenho porque nunca consigo wi-fi bom nos hotéis que fico!

Onde ir?

Gramado e Canela possuem MIL opções de coisas para se fazer! As que eu achei mais divertidas foram o Museu da Moda (meu passeio favorito! *-*), o Mundo a Vapor e o Museu de Carros Antigos. Também foi bem legal visitar as lojas de chocolate, a Fábrica de Cristais ( onde eles fazem uma exibição bem legal para que a gente veja como são produzidos os vasos de vidro) e passear pelo Lago Negro. Para quem gosta de aventura, o Parque do Caracol também é uma boa opção. Eu não tive coragem de encarar as centenas de degraus que levam até a cascata do parque, mas para quem tem mais disposição é um belo desafio! 
No quesito bom, bonito e barato eu recomendo uma visita ao Le Jardin, que é um parque de lavandas com entrada franca. O local é lindo e tem uma lojinha com produtos feitos de lavanda que é uma tentação! Também são de visitação gratuita a Igreja São Pedro, em Gramado, e a Catedral de Pedra, em Canela. Um programa baratinho e legal é a Casa do Colono, que fica no centro de Gramado e traz objetos antigos recolhidos com familiares de imigrantes. A própria casa pertenceu a uma destas famílias e foi trazida pela prefeitura de uma área rural e remontada numa praça.
Duas atrações que me decepcionaram um pouco foram o Mini Mundo porque eu achei que teriam miniaturas do mundo todo, mas na verdade o foco é Alemanha (a família que criou a atração veio de lá, o que explica o foco, mas não consegui perdoar não terem pelo menos a Torre Eiffel...rs) e O Museu de Cera porque os funcionários ficam querendo te empurrar fotos por 15 pilas cada! Achei chata a insistência. Uma foto que eu acho que vale a pena tirar é a com visual antigo porque é divertido se ver com um visual anos 1930! Existem vários locais em Gramado que oferecem este serviço. =)

Onde comer?

Gramado conta com muitas opções de restaurantes. Acho que um que não pode faltar numa viagem para lá é a pizzaria Cara de Mau que tem temática de piratas. O ambiente é muito legal e os garçons, devidamente caracterizados, são super simpáticos. Até o banheiro é customizado!
Também recomendo o restaurante Carlitos, onde é possível comer uma gostosa sequência de fondue por menos de 40 dinheiros. Se a ideia é desfrutar um café colonial existem várias opções, de diversos preços, mas o que nos recomendaram (e eu acho que é um dos principais da cidade) foi o Bela Vista. Ele não é baratinho, mas é muito bem servido e o ambiente é bem agradável.
Para lanches eu gostei do Skillo Lanches (em Canela) que serve sanduíches enormes e gostosos por um preço ok e o Pasteleiro que tem vários pastéis bem gostosos e uma sopa de frango no pão que eu achei uma delícia. O fato da decoração do local ser com temática de cinema e os pasteis terem nomes de filmes faz a lanchonete ficar ainda mais legal.

O que comprar?

Chocolates e peças de couro! Existem muitas lojas e fábricas de chocolate em Gramado e Canela e existem desde as opções mais simples e baratas até as mais sofisticadas e caras. Dentre as marcas que eu provei, as que eu mais gostei foram a Planalto e a Florybal. Já no quesito peças de couro, eu acabei comprando uma jaqueta vermelha linda numa loja chamada Kika Couros, em Canela. A loja é de fábrica e eu achei o preço bom. Mas não vá esperando comprar uma jaqueta por menos de 200/ 250 reais, a menos que seja de material sintético. A boa é pesquisar nas lojas menores e que possuem fabricação própria.  Também vale a pena comprar vinho e suco de uva, ambos deliciosos, e queijos.

Outras dicas:

Praticamente todas as atrações de Gramado são pagas e a maioria não respeita a meia entrada, então é preciso separar uma reserva para gastar nisso. A boa é levar em dinheiro porque alguns lugares não aceitam cartão. Se a intenção for visitar os museus do grupo Dreamland, a boa é comprar o passaporte que dá direito a visitar as quatro atrações que estão sob a responsabilidade deles porque fica mais barato do que comprar separado. A gente fez isso e ainda ganhou ingressos para o Museu de Pedras Preciosas que não estava no nosso roteiro, mas que foi legal de ser visitado. 

 Algumas fotos:










quarta-feira, 5 de março de 2014

Museu Nacional!

O Museu Nacional (originalmente chamado de Museu Real) é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Ele foi criado em 1818 por D. João VI e se localizava no Campo de Sant´Anna, porém atualmente tem sede na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, e pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A instituição funciona de terça a domingo das 10h às 16h e o ingresso custa 6 dinheiros a inteira, porém como o local está em reforma estão praticando um preço promocional de 3 reais. Há ainda uma tabela com gratuidades e preços ainda mais reduzidos, que pode ser conferida no site do museu. É, portanto, uma boa opção de programa baratinho de final de semana.

Para quem gosta de história natural e curte olhar fósseis, esqueletos e animais empalhados este é o local ideal porque existem centenas de peças deste tipo. Tem até dinossauros! Já para aqueles que preferem antropologia também é um museu com boas opções porque há uma ala toda dedicada ao Egito Antigo, com múmias e diversos objetos da época. Também existem múmias de outros períodos e regiões espalhados pelas salas do museu, além de artefatos de povos antigos.

Eu já havia ido a este museu quando criança, mas admito que só me lembrava de que haviam múmias (eu sempre curti história do Egito Antigo!) e esqueletos de dinossauros (que criança não curte, não é mesmo?). Ao voltar ao Museu Nacional pude perceber que só lembrava destes elementos porque são os que realmente me interessam e me chamam atenção dentre as peças expostas ali. Pra ser bem sincera ver borboletas mortas e bichos empalhados não faz muito meu tipo...Mas acho que a experiência de voltar lá foi válida sim. É bom sair da zona de conforto de vez em quanto e fazer programas diferentes.

Vale lembrar que a Quinta da Boa Vista é um parque bem bonito, onde é possível fazer piquenique, jogar bola, caminhar...Também é na Quinta que fica localizado o zoológico do Rio de Janeiro, que conta com mais de dois mil animais e cuja entrada custa o mesmo preço que a do museu. Eu gostaria de ter aproveitado para passear pelo parque e visitar o zoológico, mas no dia que fui (começo de fevereiro) estava TÃO QUENTE que foi impossível esticar o passeio. Ah, é importante frisar que o próprio Museu Nacional não possui ar condicionado (absurdo total!), então se não for do tipo que gosta de derreter, deixe para visitar num dia mais fresco. Acho que a experiência fica bem mais legal se for possível aproveitar tudo que a Quinta da Boa Vista oferece! ;)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Jardim Botânico - RJ!

Em tempos de preços $urreais na cidade do Rio de Janeiro, um passeio bom, bonito e barato para se fazer num dia de folga é ir visitar o Jardim Botânico! A entrada custa apenas 06 dinheiros, sendo que crianças de até 07 anos e adultos a partir de 60 anos possuem gratuidade. Para quem quiser ir de carro (o que eu desaconselho porque sempre tem filas enormes para conseguir entrar) o custo é de 07 reais (motos pagam 05). Já a entrada no Museu do Meio Ambiente, que fica na entrada do parque, é grátis para todos os visitantes.

O espaço não permite piqueniques (para esse tipo de programa fica a dica do Parque Lage, localizado ali perto), mas possui cantinas para se bater uma fominha durante o passeio que inclui caminhar pelas famosas alamedas de palmeiras, passar ao redor do lago, apreciar o chafariz, entrar no orquidário e na Casa dos Pilões, observar a linda vegetação...Enfim, aproveitar para sair um pouco do clima cinza e poluído da cidade e desfrutar um espaço cheio de natureza. O local também rende belas fotos e é muito usado em álbuns de aniversário de 15 anos e casamento.

Para quem curte programas culturais, o Museu do Meio Ambiente costuma ter opções legais.  Foi neste centro cultural que esteve a mostra Gênesis, do fotógrafo Sebastião Salgado que eu fui conferir e amei. Atualmente o espaço está fechado para obras, mas quando reabrir fica a dica de visitá-lo. É possível ir nele sem precisar entrar no espaço pago do parque.

Os turistas podem ainda comprar lembrancinhas numa loja mantida pela Associação de Amigos do Jardim Botânico, que vende de camisetas a livros com temática do parque e de natureza. Os preços não são baixos, mas também não chegam a ser absurdos se comparados a outros pontos turísticos da cidade.

Aliás, essa é uma característica muito legal deste espaço. Ele é um ponto muito visitado por turistas, mas também é um local onde o carioca vai no seu dia a dia. Ao contrário de locais como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, cuja administração cobra caro pela entrada e cujo foco é todo no visitante de fora do Rio, o Jardim Botânico tem um clima familiar aos cariocas. É como um grande quintal de casa, onde qualquer um pode se sentir à vontade para passar uma agradável tarde de domingo. Vale muito a pena uma visita! ;)

Algumas fotos:




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Búzios - RJ!

Búzios, oficialmente Armação dos Búzios, é um município da Região dos Lagos do Rio de Janeiro com lindas praias e uma agitada vida noturna. O balneário ficou conhecido internacionalmente como ponto turístico graças à atriz francesa Brigitte Bardot que visitou a região na década de 1960 e trouxe visibilidade para o local. Como boa carioca eu resolvi passar uns dias na região e trouxe dicas que acho que podem ser úteis. Búzios é uma graça, com praias de águas calmas e um centro turístico bastante agradável. Vale a pena uma visita!

Onde Ficar?

Como resolvemos ir para Búzios em cima da hora, arrumar um local para ficar demandou uma série de ligações para pousadas até encontrar uma que se encaixasse no perfil que queríamos (não muito cara, mas também sem jeito de albergue). Acabamos ficando na Pousada Villa Bella, na Praia da Ferradura. Localizada a uns 5 minutos da praia, esta pousada tem um clima super familiar e fomos bem atendidos. O quarto tem um bom tamanho e é arejado. Gostei bastante da piscina. O café da manhã eu achei simples, mas aceitável. A única coisa que eu realmente não gostei foi que o chuveiro elétrico ficava desarmando. Apesar do calorão eu sou o tipo de pessoa que sempre prefere tomar banho quente, então fiquei chateada com isso, mas não sei se é um problema em todos os quartos ou se dei azar. A pousada possui ar condicionado, internet e serviço de quarto (que eu não usei) para lanches.

Onde Comer?

Lugar para comer é o que não falta em Búzios, mas prepare o bolso! Um coco à beira mar pode sair por uns 06 reais e um almoço para dois num quiosque da praia por uns 70 dinheiros. Os locais nos quais eu mais gostei de comer foram os localizados na área da Rua das Pedras (achei a comida de um quiosque da Praia da Ferradura bem mais ou menos). Recomendo o Mineiro Grill e a Trattoria Primitivo, que apesar de não serem baratos possuem um preço aceitável e pratos bastante gostosos. Para a sobremesa eu gostei bastante da sorveteria artesanal Finlandês. Se a intenção for fazer um lanche fica a dica do quiosque O Pão com Linguiça, que tem um preço legal e um sanduíche de pão com linguiça que vale a pena (eu pedi um hambúrguer e me arrependi da minha escolha quando provei a especialidade da casa porque era bem mais gostoso). Também existem as opções clássicas do tipo Mc Donald´s e Subway, mas eu particularmente acho mais legal optar por conhecer lugares diferentes.

Onde comprar?

A Rua das Pedras é um shopping à céu aberto onde se encontram marcas que vão da Farm a Taco, passando por Havaianas, Lacoste e lojas de produtos eletrônicos. Também existem várias lojas com roupas e acessórios de praia, além de lembranças como canecas e chaveiros. Existe no centro da cidade uma praça com uma feirinha, onde é possível comprar artesanatos. Eu não estava focada em fazer compras, então não cheguei a reparar muito nos preços.

Onde ir?

A resposta mais óbvia é: PRAIA! Búzios possui mais de uma dezena delas, então alguma há de agradar! Eu gosto bastante de João Fernandinho, que é uma praia bem pequena então na alta temporada fica lotada muito fácil. Mas vale a pena porque a água é super calma e não é cheia de algas ou pedras no chão. A Praia da Ferradura também é bem legal e bonita. Geribá é movimentada demais, então eu nem fui para lá desta vez. A Praia da Tartaruga tem um visual bem legal e é mais rústica, mas os corais e pedras no fundo me irritam um pouco porque eu fico com medo de machucar o pé. A praia que fica no centro é Armação e eu vi várias pessoas tomando banho nela, mas eu não cheguei a entrar na água lá.
Outra opção é fazer passeios de escuna. Nós optamos pela empresa Interbúzios, mas foi super no chute mesmo porque não chegamos a pesquisar. Pegamos a embarcação que saía às 14:30 e foi bem legal. O barco passou por 12 praias e fez três paradas para mergulho, demorando umas duas horas e meia no total. No preço estava incluído água e refrigerantes, mas também havia serviço de venda de bebidas e aperitivos.Eu achei que valeu muito a pena fazer este passeio para ter uma visão geral do local. Eles também oferecem excursões para cidades próximas como Arraial do Cabo, Barra de Sana e Cabo Frio.
Búzios também oferece opções menos praianas como boliche, circuito de aventura, corrida de kart e boates, entre outros. Passei no Cine Bardot e fiquei cheia de vontade de conferir alguma produção que estivesse em cartaz porque eu adorei o clima do lugar, mas como só ficamos três dias acabamos optando por programas mais clichês mesmo. Pelo menos eu consegui tirar uma foto com a estátua do Woody Allen que fica no café do cine! =)

Enfim, para quem quer curtir um feriadão, ou mesmo um final de semana, numa região de praias bonitas fica a dica de se aventurar por Búzios. Só não esqueça de levar o protetor solar e beber bastante água! ;)

Algumas fotos: